quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vozes contra a "nova" austeridade

São muitas as vozes que se erguem contra as novas medidas de austeridade, vêm de todos os quadrantes, incluindo da coligação, de membros internos do próprio partido e FMI, mas os autistas, não ouvem, não recuam, não dialogam, não cedem, nem querem saber, limitam-se a seguir a cartilha preparada pelos mestres  e a repeti-la como de meros robots comandados se tratassem... e assim vai a república das bananas...

Abebe Selassi - Chefe da missão do FMI - "Simplesmente reduzir os salários não vai resultar"


António Nogueira Leite - Vice-presidente da CGD - “Se em 2013 me obrigarem a trabalhar mais de 7 meses só para o Estado, palavra de honra que me piro”

Manuela Ferreira Leite - ex-líder PSD e ex-Ministra das Finanças - “Só por teimosia se pode insistir numa receita que não está a dar resultados”  "não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado" "Ninguém consegue engolir a segunda dose de xarope"

Mário Soares - Ex-presidente da Republica - “É possível que este Governo não se aguente. Este Governo está a governar muito mal”, afirmou, adiantando esperar que “esta legislatura não vá até ao final”. “Seria um desastre para todos se fosse até ao fim”

Arménio Carlos - Líder da CGTP - "Medidas são tão estúpidas" que só as defende quem "está com os olhos tapados", "Consideramos que é altura de acabar com esta política e este Governo antes que acabem com o país"

Belmiro de Azevedo - Chairman da Sonae (grande beneficiado com a redução da TSU nas empresas) - “quando se tira dinheiro ao povo falta dinheiro para comprar coisas, quer seja na economia quer seja nas empresas”. “Isso depois tem um impacto tremendamente negativo para a actividade económica, que desaparece. Nós não temos instrumentos de estudo em Portugal como muitos países têm. É tudo navegação à vista. Faz, não dá certo, corrige porque não há informação”

António Lima Coelho - Presidente da Associação Nacional de Sargentos - As medidas "põem em causa os direitos constitucionais e inclusive de soberania". Os militares "estão ao serviço do povo português e não de instituições particulares",  "Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar", "as revoluções não se anunciam, quando chegam, chegam porque têm de chegar, mas espero que a bem do Estado de direito que nunca um cenário desses se venha a pôr"

Jerónimo de Sousa - Secretário-geral PCP"Consideramos que este é o caminho para o desastre e se não interrompermos esta política, se não rejeitarmos este pacto de agressão, obviamente o país afunda-se, os trabalhadores viverão pior, os reformados viverão pior, a própria economia continuará em recessão"

Helena Roseta - Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa -"estarei em todos os movimentos de rua(...) que se vão embora o mais depressa possível(...) estão a vender Portugal aos bocadinhos, é imoral, estão a tirar dinheiro aos pobres(...)havemos de levantar a nossa voz e havemos de gritar, assim como fui presa posso voltar a ser, não me importo nada!"

João Almeida - Porta-voz do CDS - Criticou as alterações na TSU, com os trabalhadores a descontar mais 7% e os patrões a descontar menos 6%, considerando que eram uma transferência de capital dos trabalhadores para as empresas, que corta o rendimento disponível das famílias e não terá nenhum dos efeitos positivos sobre o emprego que o Governo tem anunciado

João Proença - Secretário Geral da UGT - Afirma que a medida é estúpida e irracional e que não têm como objetivo o crescimento e emprego

Artur Lima - Vice-presidente CDS - "O CDS-PP nos Açores não está com o Governo da República, está contra estas medidas e, obviamente, que está contra o partido a nível nacional e digo isto com a responsabilidade que tenho de até ser vice-presidente do partido a nível nacional"

António Barreto -Sociologo, militante PS - "Eu acho que estamos a ultrapassar os limites. Já estamos para lá e, sobretudo, continua a não se perceber o quê e o porquê" das medidas

Ferro Rodrigues - Ex-secretário geral do PS - "Nem me passa pela cabeça que o voto do PS seja outro que não contra, porque as medidas anunciadas [sexta-feira] pelo primeiro-ministro representam o ataque mais selvagem que alguma vez foi feito contra o mundo do trabalho na sociedade portuguesa"

António Costa - Presidente Câmara Municipal de Lisboa - "As novas medidas de austeridade vão agravar a recessão porque vão diminuir claramente o consumo interno. Não vão gerar o efeito económico nas empresas que seja suficiente para justificar a diminuição do desemprego e são altamente discriminatórias relativamente ao trabalhador por conta de outrem"

Alexandre Relvas - PSD - “Inaceitável” “isto é fazer experiências com a economia nacional, a mando da troika, o que se traduz num profundo desrespeito pelos portugueses.” acuso o governo de demonstrar “um enorme desconhecimento da realidade empresarial”

Duarte marques - Líder da JSD - “Não sou contra a austeridade, mas tem de ser equitativa entre as pessoas e o Estado”,  só é “admissível” pedir sacrifícios às pessoas caso se peça “um corte semelhante no próprio Estado”.

Trabalhadores Sociais-Democratas - a “sensação de equidade” exigida pelos TSD., “não terá existido a ponderação suficiente” na comunicação de Passos Coelho aos portugueses, o que terá contribuído “para uma indesejável deterioração da confiança entre a opinião pública e o executivo”. Mais: o modo como as medidas foram anunciadas transmite “a incómoda sensação de se onerarem os rendimentos do trabalho, ao invés, de desonerarem os rendimentos do capital”

Bagão Felix - Ex-ministro finanças PSD - “Acho que se deu a machadada final no regime previdencial”


Marcelo Rebelo de Sousa - Comentardor, PSD -  o discurso de de Passos Coelho foi “descuidado”, ao anunciar sacrifícios para o “mexilhão” e deixar “os grandes” incólumes. “Foi uma brutalidade e ele não teve noção”, afirmando ser urgente uma remodelação governamental. Apelou à intervenção de Cavaco Silva. “O Presidente terá de ajudar a corrigir o pacote.”

Cavaco Silva - Presidente da República - "Agora não posso, vou comer bolo Rei... desliguem as câmaras que eu sou um bocadinho badalhoco enquanto como"

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